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O garoto que mora dentro de um latão de lixo.
Ed.2012
Em alguns minutos esqueci quem eu era, quem eu fui ou quem sou.
Esqueci da minha mãe, filha e namorada.
Esqueci dos bons colégios que estudava.
Esqueci das belas flores que plantava.
Por alguns minutos, frações de segundos.
Eu vivo no latão de lixo, me alimento do lixo
Sou o verdadeiro homem lixo, flagelo humano.
Estou me lembrando, já faz um ano.
A mão, o cachimbo... Algumas tragadas puxadas.
Joguei fora o que eu mais amava.
Minha mãe não quer saber. Me expulsou de casa
Quando minha filha passa, me escondo.
A namorada que eu tanto amava me trocou por outro cara.
Bons colégios de nada me servem na minha triste caminhada.
As belas flores que plantava.
Amanhã enfeitarão o meu caixão que descerá numa cova rasa.
Eu vivo no latão de lixo, me alimento do lixo
Sou o verdadeiro homem lixo, flagelo humano.
Um comentário:
A arte do feio!
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