sábado, 15 de agosto de 2009

O Vegetal e a Divina Esperança



O Vegetal e a Divina Esperança
Deitado em seu quarto já havia se passado alguns anos da tragédia...
O vegetal sentia ainda um amargo profundo, ódio pela fragilidade do seu corpo, a passagem que o levou até aquele inferno lhe calsara dor não só a ele mas a sua familia.Preso naquela cama tinha sonhos terríveis.
Quanto tempo permaneceria assim? Tudo do qual acreditava tornou-se mentira sentimentos como amor, compaixão ou mesmo suas crenças havia deixado naquela trágica noite de quinta, acreditava que Deus o havia abandonado a própria sorte. Tem boca mas não podia comer, alimentava-se através de tubos, gritava mas niguém escutava . ..
-Irmão acorda não me sinto bem, ligue a luz, me abraçe ,espante essa melancolia do meu peito. Olhando fixamente para o teto. Continuou pensando:.. Como seria possivel? Tenho que acabar com tudo isso. Foram frações de segundos até conhecer as partes e os limites de seu corpo chegando as primeiras noções básicas da individualidade, porém descobri que tudo o que considerava como seu até então não lhe era próprio.Ousou desafiou venceu a morte, jamas venceria o tempo... ouviu passos naquele momento, era uma da madrugada quando o trinco da porta se moveu,sua mãe entrou no quarto, ligou a luz ,estava ela com um coberto nas mãos o cobriu dano-lhe um beijo na testa fazia carícias em seus cabelos, então pode enchergar o rosto da sua mãe. Estava ela muito triste parecia muitos anos envelhecida, o seu olhar contemplava o infinito como se a mente dela se perdesse no imaginário mundo das memórias... Antes de pegar no sono o vegetal viu quando sua mãe partiu fechando a porta desligando a luz....
O Vegetal e a Divina Esperanca...
O vegetal lembrou do divino Sol que espalha sua divina luz sob os quatro cantos da terra, sentiu o cheiro do orvalho pingando nas plantas, escultou o cantar dos passarinhos na sua janela, lembrou do mar das velas enfurnadas nas ondas, cardumes de peixes, as mãos fortes a puxar as redes carregadas de vida e esperança.
Pedro. A voz o chama bem baixinho quase a sussurrar.
-Acorde beba dessa água não morra de sede, coma um pouco do meu alimento sagrado, não morra de fome.
Então ele sorriu e respondeu : - Como morrer de fome? Se não sabe já estou morto.
- Voce clamou por mim então eu vim,posso te ajudar a cavar se tu assim permitir ainda tem alguém que habita em ti.
Só sei que tudo que eu acreditava virou mentira, -Olhe pra mim...
- Embora saibas que são mentiras coma , essas pequenas mentiras serão semeadas quando estiverem enterradas no solo duro das verdades, talvez a colheita ocorra um dia, ninguém tem o direito de te prometer isso,uma desconfiança deve surgir, procure nos quatro cantos de sua morada e encontrará pequenas sementes amargas e duras. São teus dias, durante eles deverás engolir tudo, pare de olhar para trás. Vejo que homens cavaram aqui, mas não vejo sua pegadas será que foram para longe? Estou avistando algo brilhoso no meio do caminho, será uma caixa cheia de riquesas?
-Você fala com sabedoria, mas o que serias tú já que esculto apenas sua voz ?
-Desculpe, eu não me apresentei ainda, eu sou a Divina Esperança. Pense comigo, tú serás um artesão de bronze, digo... te queres fazer um sino e preparou um candinho para o metal derretido mas ao entornar o metal incandescente o bronze se recusa a fluir protestando:.. Não quero ser um sino, quero ser uma espada. Como bronzista você ficaria muito aborrecido: Como esse metal é inpertinente.
-Mas o metal não pode escolher seu molde, ao fundidor cabe essa escolha.
-Não , o não dito suavemente teve um efeito tão arrepiante em Pedro.
- Você não pode se rebelar contra o caminho, tudo já foi escrito entendeu? Todas as coisas são partes do universo, o universo é a unidade de todas as coisas aceitando isso é aceitar a prova dessa unidade, vivo ou morto você é para sempre uma parte do sempre assim cuja as leis são simplesmente a lei da formação, quando uma vida chega é tempo, quando essa vida se vai é natural, também aceitar com traquilidade qualquer coisa que aconteça e colocar-se além da tristeza e da alegria é assim que você seguirá .
Pedro grita : - Mas como o mundo pode funcionar se fomos interamente passivos?
- Calma não grite, não suporto xiliques, o homem não compra o tempo porque a morte não vende, vamos garoto olhe ao redor veja as formigas correndo de um lado ao outro, estão a procura de dinheiro passam a vida enchendo os cofres para comprar coisas, veja vossas fraquezas ,isso chama-se humildade, não tem amor próprio vivem tancafiados em suas jaulas com ar condicionado não notam a beleza do dia. Estão todos cegos, acontece assim que cada um apressa em narrar suas histórias e ações em hostentar suas mentiras ,não possuem forças tanto do corpo e do espirito e por estas razões são invejosos e solitários se comparando dia a dia com a fraqueza de seus semelhantes, eu lhe dei algo que o diferencia deles, agora pare de choramingar.
- Como eu havia dito no inicio da história isso foi apenas um sonho, comecei a olhar as pessoas que iam e vinham de tanto olhar os sapatos tocando o solo, de-repente cochilei, mas as palavras da Divina Esperança ainda pertubam minha mente, bom eu interpretei a minha maneira, a única culpa de estarmos aqui é da natureza.Olhe para cima, 10 bilhões de anos luz de estrelas, verás a mesma coisa porque estamos aqui? Qual propósito nascemos? Dê-me três razões pra viver. Então cheguei a minha própria conclusão ,o ser humano é só em qualquer tempo, Deus disse uma vez ,faço o homem a minha imagem e semelhanca, Deus é um ser poderoso mas é muito solitário, por isso nos fez a sua imagem e semelhança .
-Bom, agora tenho que pegar meu ônibus...

Um comentário:

Paulo Henrique disse...

é bem interessante notar uma evolução natural no ato de escrever,a capacidade de por idéias além do trivial no texto,muito bom o material,muito bom...